Gosto de pensar que minha jornada na música começou na barriga da minha mãe, ouvindo meu pai tocar viola lá de dentro! Tive o privilégio de crescer com um músico dentro de casa, e acredito que ele foi a maior influência de todas, o pontapé com certeza saiu dali (Valeu, papi!). Em casa, até hoje, eu também pude aprimorar a voz cantando com ele e com a minha irmã, que também é uma excelente cantora e violonista.
Aos 11 anos, assisti ao filme “Escola de Rock” e voltei pra casa decidida que ia tocar e ser rocker. Hahahahaha!  Insisti com meus pais até ganhar minha guitarra.
Comecei as aulas de guitarra com 12 anos, com um dos melhores músicos da cidade, Gabriel Soledade. Foram cinco anos de estudo, e aquelas aulas foram uma base muito sólida pra musicista que sou hoje. Gratidão pela troca que tive!
Meu primeiro grande amor foi o punk rock, junto com Ramones e The Distillers. Precisava montar uma banda, e tinha que ser só de meninas.  Foi nesse momento que o universo me trouxe de presente a Dani e a Mari Babi. Eu não sabia ainda que além de parceiras incríveis de palco, eu tinha ganhado duas irmãs! No primeiro ensaio das nossas vidas, a Má tocou numa capa de guitarra, apenas brincando com os ritmos e as baquetas, porque a gente não tinha bateria. E tocou melhor eu e a Dani juntas! Hahahaha. Dessa brincadeira nasceu nossa primeira banda: Wannabeer. Durou ativamente uns dois anos e foi sucesso! Tocamos em vários festivais da cidade. A gente só não sabia que ia fazer isso pra sempre.

Depois da Wannabeer acredito que fiquei um ano sem banda, tocando sozinha em casa e foi MUITO DIFÍCIL. Foi aí que me juntei com a Mari Babi novamente pra começarmos outro projeto: a banda se chamou Hardfall e a gente tocava hard rock. O projeto também acabou eventualmente, mas foi daí que eu tive minhas maiores influências vocais da adolescência, assumindo o posto de lead Singer pela primeira vez.  Conheci muitos músicos a partir dessa banda também, e participei de outros projetos e bandas. Muito Robert Plant (Led Zeppelin), Ozzy Osbourne (Black Sabbath), Janis Joplin e Sebastian Bach (Skid Row). Tenho que ressaltar a importância dos músicos regionais que me influenciaram muito também!
Com o fim da Hardfall, eu e a Mari Babi nos unimos novamente e formarmos uma banda de classic rock. Foi aí que surgiu a Four Sticks. A gente ouvir falar da Samantha, nossa deusa das guitarras e mais uma mana pra minha vida! A banda contava com o baixista Fernando Almeida, querido amigo! A Four Sticks aconteceu em Marília e me acompanhou até Bauru, quando comecei a faculdade. A Samantha também foi pra lá fazer Jornalismo. A gente viajou pra caramba com essa banda e comecei a desejar com muita força seguir carreira profissional de música. Nesse momento eu já tinha parado com aulas de guitarra, arrisquei dar aulas de técnica vocal e até um ano de Ciencias Sociais, na Unesp de Marília. Acabei em Rádio e TV em busca de algo que dialogasse com a música. Foi muito triste quando a Four Sticks acabou, cada um tava em uma cidade, os ensaios não aconteciam mais. Desde o fim da banda a gente consegue se juntar uma vez por ano pra fazer um show. Foi incrível cantar Led Zeppelin, AC/DC, The Doors, Black Sabbath e muito mais com eles. Eu amei forte cada momento, porque a gente se divertia muito tocando rock setentista.
E – FOUR STICKS.
Durante a existência Four Sticks entrei pra outro projeto, chamado Fliperamas. Era um tributo à década dos anos 80. Quando o projeto chegou ao fim, em 2016, eu e a Má estávamos nos arriscando em novos gêneros: começamos a banda Funkeria Disco Club, banda ativa até hoje, que toca funk, soul e disco!
– FUNKERIA
Conheci músicos incríveis através dessa banda. Na minha vida, foi aí que a Ciça entrou. Eu já acompanhava o trabalho dela junto com as meninas no grupo de Ciranda que elas tinham, mas na Funkeria ela entrou pra cantar comigo e foi ali que virou minha duprinha! <3 Não vivo sem as aberturas de voz dessa menina e além de tudo ganhei outra irmã!
A essa altura da trajetória eu e a Mari Babi tínhamos passado alguns perrengues e estávamos sentindo muita necessidade de fazer um projeto profissional, mas que a gente se divertisse e amasse.
A gente resolveu juntar nossos músicos preferidos e convida-los pra fazer uma noite pop. Foi um tiro no escuro que iluminou o resto do caminho até hoje. A Samantha chegou depois e completou de vez esse time. Não poderia ter maior honra do que tocar com minas tão incríveis!
Sempre fizemos parte desses projetos com muita vontade e seriedade, mas eu vejo a Gum Pop como algo muito completo, porque além de tudo é uma grande família. A conexão entre nós é muito forte, a energia que a gente troca com o público e com todos que se envolvem de alguma forma na nossa trajetória não tem preço. A música fala diretamente com a gente. A maioria das músicas são cantadas por grandes mulheres da música que nos inspiram todos os dias a sermos as nossas melhores versões.
Durante a minha trajetória eu tentei muita coisa, mas a música sempre me encontrou.