A música me encontrou desde cedo, em especial a bateria. Foi o que sempre me chamou atenção em qualquer música que eu ouvia e lá atrás, com meus 12 anos, as pessoas já me viam “batucando” em qualquer lugar com o que tivesse em mãos; nas carteiras da escola, em cima das mesas, no sofá de casa. Um pouco depois, com meus singelos 14 anos, apareceu a tão sonhada primeira oportunidade de tocar em uma banda. Assim surgiu a banda Wannabeer, primeiro projeto em que toquei. Aos trancos e barrancos, sem ainda ter equipamentos pra isso, tocávamos punk rock. Eu não sabia ainda, mas, além de companheiras de banda pra vida toda, a baixista (Dani) e a vocalista (Marina) se tornariam grandes amigas. Do punk rock, comecei a me aventurar nas águas do hard rock/rock clássico. Como boa baterista, não posso negar a influência no meu tocar de grandes nomes do rock como John Bonham (Led Zeppelin), Ian Paice (Deep Purple), Pat Torpey (Mr. Big), entre outros monstros das baquetas que tanto admirava e admiro até hoje. Formamos, então, a banda Four Sticks, onde pudemos colocar em prática nos palcos todas as nossas influências musicais e nosso amor pelo som que fazíamos. Com a Four Sticks, continuei minha parceria com a Marina e comecei a tocar com a Samantha, hoje guitarrista da Gum Pop. Mas acredito que não só de um gênero musical se cria um bom musico. Nessa época busquei ampliar meus horizontes e explorar outros estilos; foi quando me apaixonei pelo Pop e, ao mesmo tempo, a música brasileira começou a tomar espaço na minha vida. Junto com a Dani e outras pessoas incríveis que passaram por ele, formamos o grupo Pé de Moça, onde eu tocava caixa/percussão e fazíamos releituras de cirandas e algumas músicas do norte e nordeste brasileiro. No Pé de Moça conheci e me aproximei da Ciça, que se tornou também parceira de banda e de vida. O contato com outros gêneros enriqueceu muito a minha maneira de tocar e minha criatividade. Os gêneros funky, disco e soul se tornaram objeto de estudo e de interesse quando formamos a Funkeria Disco Club, projeto em atividade até hoje. Tendo passado por inúmeras bandas de diversos estilos ao longo da minha carreira, senti que havia chegado a hora do Pop. Eu e a Marina compartilhávamos da mesma vontade e foi quando pensamos: “por que não?”. Assim nasceu a Gum Pop: fruto do sonho de conciliar nosso amor pela música, em especial o pop, com o que as pessoas mais estão consumindo/escutando. Fechamos o “time” com a Dani no baixo, Marina e Ciça nos vocais e violão, Marcelo nos teclados (membro vindo da Funkeria Disco Club) e eu na bateria. Muitas aventuras depois e mudanças na formação, sigo mergulhando nas batidas da música pop com muito amor e dedicação pelo que faço.